Arquivos diários: 16/02/2007

Assim NÃO!…

“Na ponderação do factor previsto na alínea b) do n.º 5 [refere-se à assiduidade ao serviço…] são consideradas todas as faltas, licenças ou dispensas, independentemente da sua natureza.” (Artigo 10º, ponto 9)

Há dias, deixei uma ligação para este “1º Concurso para prof. Titular – versão de 2007-02-09”. Ainda é a 1ª versão do regulamento. Não sei quantas versões se seguirão, mas dou como adquirido que o texto final rejeitará todos os erros grosseiros contidos neste esboço. Estou mesmo convencido de que alguns dos disparates, nomeadamente, o sinistro ponto 9 do Artigo 10º (Análise curricular), terão sido incluídos para cair logo na primeira emenda, o que suscita muitas reservas quanto à boa-fé negocial. É que não passa pela cabeça de ninguém, inclusivamente pela cabeça dos responsáveis pelo documento, que as faltas justificadas ao abrigo da licença de maternidade/paternidade, de doença, nojo, etc., pudessem ser duplamente penalizadoras…

Assim NÃO!

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Sinais…

O PSD requereu um debate de urgência para ouvir a ministra justificar o fim das provas globais no 9º ano de escolaridade. Fico surpreendido com a dificuldade da ministra em justificar o que me parece óbvio: As escolas decidem, no quadro da sua restrita autonomia, se devem ou não usar as provas globais como instrumento de avaliação interna. A meu ver, esta medida é coerente com os discursos oficiais [e não só…] que exaltam o valor da autonomia da escola e que se afastam da perversa homogeneização de tudo o que é escolar. Quanto à amnésia da ministra, que nada disse sobre a possibilidade de substituição das provas globais por exames nacionais, o que eu vejo é prudência: a ministra fez muito bem em não comprometer o seu [muito] próximo sucessor. ;o)

Adenda:

«“As provas [globais] localmente construídas são localmente viciadas”, defendeu a ministra» [In: Sol – 17/02/07]

Ora, diga lá outra vez!?… Se as escolas viciam localmente as provas, também viciam localmente os concursos de professores, ou não?