A decisão política legitimada pela crença.

A generalização da ocupação educativa dos alunos em todo o horário escolar aos ensinos básico e secundário contribui para combater o insucesso escolar e para melhorar os resultados obtidos pelos alunos nas diversas disciplinas. Mas, tão ou mais importante, promove, desde cedo, uma cultura de rigor que se pauta pela exigência e pelo sentido de responsabilidade perante o trabalho.”

Imersão

A utilização dos conceitos sucesso e insucesso escolar vulgarizou-se de tal forma que raramente questionamos o sentido profundo dos mesmos. Afinal, o que é o sucesso escolar? É o sucesso da instituição escola(r)? É o sucesso da organização escola(r)? É o sucesso da forma escola(r)? É o êxito do aluno? É o sucesso da ideia de escola defendida por um poder circunstancial?… Sem definirmos com exactidão o que se entende por insucesso escolar não é possível perceber a eficácia das medidas políticas que o visam combater.

Admitindo que o sucesso da escola é o sucesso do aluno [será que a escola obtém sucesso se um aluno que seja deixar de obter sucesso na escola?], ou para ser mais preciso, da maioria dos alunos, no domínio académico, pode ser considerado um sucesso o facto da escola não permitir a um aluno atingir o seu potencial [e que instrumentos utilizamos para medir o potencial?] a cada momento do seu desenvolvimento? E qual o valor dos instrumentos de aferição desse sucesso? Onde mora a objectividade das classificações, das retenções, dos níveis, dos anos de escolaridade, da constituição das turmas?

Bem…. o melhor é ficar por aqui.

Adenda: Fiquei surpreso com o comentário que me foi dirigido no Centro de Competência – CRIE da ESE de Setúbal. Junto-me, deste modo, às colegas Teresa, Emília e Ana Cristina, recentemente nomeadas por aquele organismo para a categoria – blogue da semana.