Educação Física e Desporto – Diferentes Olhares?

Bem a propósito da entrada anterior, há que assinalar com acções a nossa determinação em prosseguir com o “tal” projecto. Por vezes fico com a sensação que ando em círculos e que observo com muita frequência o ponto de partida.
É verdade que do ponto em que me encontro observo, num plano inferior, o ponto de partida. E fico muito feliz quando olho para cima e me certifico que não encontro o cume… Significa que ainda há caminho para se fazer…

É nesta caminhada que me junto a alguns colegas para abrirmos o caminho colectivamente. Estou com o Henrique, o Miguel, a Cláudia e o Amândio. O grupo albergará, porventura, mais gente.
“Mulheres e homens de acção, os professores de EF e do Desporto, não costumam debater publicamente as suas questões. Muito fica no recato privado das práticas, deixando o espaço público para as fórmulas, quantas vezes dogmáticas de alguns, poucos, teorizadores. No entanto, a dinâmica que resulta da acção pode ser transportada para o debate, fazendo da discussão um encontro dos contrastes que perfazem a nossa realidade…”

Aguardemos para ver se este novo blogue reflectirá ou não diferentes olhares sobre a Educação Física e o Desporto.

[Imagem: http://www.indiana.edu/~minimal/essays/helicoidal/part2.html]

Memórias Soltas de Prof

A Isabel comemora um ano de memórias na blogosfera.
Começou a sua caminhada com um pergunta, aparentemente, simples: “Stora, não vale a pena, eu para Matemática não dou nada“.
É uma pergunta simples com uma resposta complexa. Todos os dias, alunos, encarregados de educação, professores, e demais interessados nestas questões, decidem de forma determinística, lançar a toalha ao chão. “Eu não dou nada” porque não tenho capacidade? “Eu não dou nada porque não tenho vontade de dar? “Eu não dou nada” porque me fizeram crer que eu nada tinha para dar? “Eu não dou nada” porque não tenho consciência do que posso dar? Eu não dou nada porque não me deixaram dar?…

A Isabel, como qualquer um de nós, ouviu isto algumas vezes (e também os vi algumas vezes começarem a “dar”).

Pergunto se este projecto pode algum dia acabar? O projecto da Isabel é o nosso projecto. Será possível encontrar respostas definitivas para uma questão tão complexa que exige do professor faculdades de auto-reflexão e de análise, e que requer do professor um saber maior do que o saber científico? Para responder a este tipo de questões, o professor terá de juntar ao conhecimento científico da matéria de ensino, o conhecimento filosófico, poético e, essencialmente, o conhecimento religioso [o professor precisa de acreditar sempre].

Um bem-haja à Isabel por ainda acreditar.