Dou alvíssaras a um iluminado ;)

15/11/2009 at 6:14 PM | In Avaliação do desempenho docente, Divulgação, Nem ao diabo lembra, Reabilitar a escola, Resistência, Sindicatos | 4 Comments

O blogue MUP publicou o Projecto de Resolução do PSD.

Se o berreiro que se gerou em torno deste projecto tem que ver com o teor do documento, das duas três:

1. Há qualquer coisa de nefasto para os professores, que me escapa obviamente mas que pode ser lido nas entrelinhas, uma espécie de prenúncio aziago para o que aí vem;

2. O problema tem que ver com o facto de uma resolução não ser nada vinculativa e o governo poder mandar as recomendações às malvas;

3. Esta será talvez a hipótese mais provável, estou a ficar lerdo de todo o que pode indiciar um problema precoce de Alzheimer.

Agora mais a sério, se houver por aí alguém que esteja disposto a iluminar o meu pensamento que me diga se o que é sugerido nesta resolução é ou não tudo aquilo o que os professores sempre reivindicaram?

Assim, nos termos da alínea b) do artigo 156.º da Constituição da República Portuguesa e da alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º do Regimento, na esteira de um entendimento alargado com os parceiros sociais, a Assembleia da República resolve recomendar ao Governo que, no prazo de trinta dias:

1. Elabore as normas do Estatuto da Carreira Docente e legislação complementar, designadamente, extinguindo a divisão da carreira docente entre as categorias hierarquizadas de “Professor” e “Professor titular”;

2. Estabeleça um novo modelo de avaliação do desempenho docente que seja justo, exequível, que premeie o mérito e a excelência e que contenha uma componente de avaliação orientada para o desenvolvimento profissional e melhoria do desempenho dos docentes, e que contribua para o aprofundamento da autonomia das escolas;

3. Crie as condições para que do 1º ciclo de avaliação não resultem penalizações aos professores, designadamente para efeitos de progressão na carreira, derivadas de interpretações contraditórias da sua aplicação.

4 Comentários »

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  1. :) Haja pachorra, não é MIguel. O frenesim e a fotofinish inebriam os seres. Abraço.

  2. Miguel,
    a acção pública não se esgota nas normas e regulamentos, emanem do governo ou da AR.
    Cada actor, ao desempenhar o seu papel, condiciona essa acção. Nada é gratuito, nem mesmo as omissões.

    • É evidente que as omissões têm um significado político. Neste caso particular, e face aos factos que são do conhecimento público e à necessidade de não balcanizar as propostas de resolução, creio que o PSD esteve bem. Claro que não meterei as mãos no fogo por ninguém. Na próxima semana teremos outros factos que me permitirão corrigir eventuais erros de análise, Francisco

  3. É curta a jaqueta…


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