Interrogava-se o Paulo Guinote no zénite da discussão pós entrega/não entrega dos OI?s: Mas então há dirigentes sindicais que, querendo a suspensão do modelo como linha política inegociável, depois se preocupam em negociar a implementação concreta desse modelo, querendo mesmo que os PCE imponham os OI a quem decidiu não os entregar?
Percebo agora, perfeitamente, o alarido e até alguma confusão entre os “umbiguistas” pela aparente “recaída” do Paulo que propõe outra linha de ataque ao sustentar que todos os docentes em situação de concorrer [ao recém-criado concurso de titulares] o devem fazer e transformar a sua prova pública num manifesto individual – sempre com fundamentação se possível irrepreensível e adjectivação moderada – contra este modelo de carreira e de avaliação.
O Paulo diria há uns meses que a sua inflexão seria uma incoerência. Diria precisamente: “quer-me parecer que há quem deseje o melhor de dois mundos: recusar a avaliação para efeitos de luta e depois tê-la para assegurar a vidinha.” Mas ainda bem que inflectiu porque não se trata de desejar o melhor de dois mundos, como escreveu ao classificar a acção da FENPROF. Trata-se de escolher a melhor estratégia de luta para o combate político: Estratégia susceptível de se verificar inócua e até de suscitar resultados opostos aos desejáveis. Mas, como diria uma personagem aqui do Norte, prognósticos… só no fim do jogo
Mantenho o que escrevera há uns meses: há uma linha muito ténue que separa a incoerência do desacerto na escolha de uma estratégia de luta. Por todas as razões e principalmente porque a melhor estratégia terá de ser tangível àquilo que a maioria está disposta a dar! E quando se trata de aferir a vontade das maiorias… estamos conversados 8)
[...] Olhar do Miguel Pinto, Umbigo e Titulares (Des)Acerto de agulhas. [...]
Falhas no raciocínio por ignorares – acho que por desatenção – um facto elementar: no início da luta contra o modelo de ADD defendi o entupimento do sistema pela exploração da faceta complex do mesmo.
As circunstâncias mudaram e obviamente aquela hipótese esvaiu-se.
Agora o que defendo é algo semelhante.
Talvez não tenhas reparado, repito, mas tenho quase a certeza que na altura discutimos esse asssuntos e essas estratégias.
Mas se o que te interessa é optar sempre pelo que as “maiorias” fazem ou estão em condições de fazer, será que votaste PS em 2005 e agora está arrependido e em busca de nova maioria, com argumentos “tangíveis”?
“Mas se o que te interessa é optar sempre pelo que as “maiorias” fazem ou estão em condições de fazer, será que votaste PS em 2005 e agora está arrependido e em busca de nova maioria, com argumentos “tangíveis”?”
[...] Prudente Miguel Posted by Paulo Guinote under Estratégia, Tácticas Leave a Comment O Miguel Pinto acha que encontrou uma falta de coerência na minha defesa de todos se candidatarem à prova [...]
Eu não te conheço Miguel Pinto (que eu saiba), mas andas muito “iludido” quanto àquilo que dizes defender e à forma como escreves… Resumindo, o teu texto lembrou-me as respostas dos alunos quando querem “demonstrar” o que não sabem e enchem as folhas de teste com “palha”… assim, me pareceu o teu texto! Peço desculpa, mas como dizem os alunos “Temos pena”!
Já agora, não votei PS e nem penso fazê-lo!
Não sou sindicalizada, contudo já o fui durante 20 anos… foi por causa dos dirigentes “vendidos” que deixei de o ser e tenho POUPADO muito dinheiro!
A Fenprof nunca fez nada por mim nem por ninguém, no entanto por ELA tem feito MUITO!
Fátima Freitas,
É evidente que a minha escrita é bem menos rebuscada do que o teu comentário, esse sim, bastante esclarecedor.
Refutas o quê? 8)
Miguel Pinto,
Queres saber o que REFUTO? Pensei que já soubesses a minha opinião sobre o assunto, mas posso dizer-te que SOU LIVRE, ou seja, não ando a mando de ninguém!
Refuto a LIBERDADE que um ME me quirar “tirar” à força, luto por aquilo em que acredito e não no que me dizem para “acreditar”.
Em resumo, utilizo a sátira ( mesmo que alguns não percebam) para fazer ouvir a minha voz da contestação!
Vou concorrer a “titular” se a prova pública me permitir pôr todo o ME a “rir de si próprio”, tal como entreguei a minha ADD “diferente” da fichinha…
Esclarecido?!
Espero que sim, no entanto se for preciso explico na próxima mesnsagem.
Eu é que ainda não percebi o que o MIguel Pinto vai fazer ou pensa fazer… segredo?!
Não sei mandar smiles…não sou titular!
Olá Fátima,
A tua opinião é que te julgas livre? Dizes-me que não andas a mando de ninguém… Isso é bom. Aliás, não vejo outro modo de conceber o papel de um professor: um sujeito livre de pensamento! É precisamente por esse valor elevado que lutamos… não é verdade?
Quanto àquilo que eu penso fazer… creio que te precipitaste e não me deste o benefício da dúvida: como és uma pessoa livre de pensamento terás duvidado das palavras do PGuinote, estou certo. E como uma boa professora que és tb procuraste diversificar as tuas fontes, buscaste o contraditório…
Lamento desiludir-te mas concordo contigo nesta matéria. Aliás, disse-o logo que fui provocado pelo Paulo [cf entrada seguinte].
Quem me conhece sabe, e tu não tens qualquer obrigação de me conhecer, que eu não fujo aos desafios, que sou frontal, que sou falível mas inconformado com o erro…
É um prazer ver-te por cá.