Gargalhada

06/07/2009 at 10:41 PM | In Pensar hereticamente | Leave a Comment

A gargalhada nem é um raciocínio, nem uma ideia, nem um sentimento, nem uma crítica: nem é o desdém, nem é a indignação; nem julga, nem repele, nem pensa; não cria nada, destrói tudo, não responde por coisa alguma! E no entanto é o único inventário do mundo político em Portugal.

Um governo decreta? Gargalhada. Fala? Gargalhada. Reprime? Gargalhada. Cai? Gargalhada. E sempre a política, aqui, ou pensando, ou criando, ou liberal ou opressiva, terá em redor dela, diante dela, sobre ela, envolvendo-a, como a palpitação de asas de uma ave monstruosa, sempre, perpetuamente, vibrante, cruel, implacável – a gargalhada!

Eça de Queiroz

Esta farpa do Eça é intemporal. A lista de colocação de professores, a renúncia do ministro Pinho, só para destacar os mais recentes factos políticos, valem uma gargalhada!

Divinal

06/07/2009 at 1:41 PM | In Umbiguês | 1 Comment

Esta é, muito provavelmente, a melhor interpretação do tema: Hallelujah.
Obrigado, Ana, pela lembrança.

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