Proposta alternativa de avaliação do desempenho docente – Uma estratégia de intervenção.
20/09/2008 at 7:12 PM | In Avaliação do desempenho docente, Pensar hereticamente | 5 CommentsO Ramiro subscreveu muito recentemente uma ideia que fora apresentada neste cantinho e defendeu-a no seu blogue: O maior problema dos professores é político e o adversário político dos professores é o ME; Os sindicatos são o principal braço da armada política dos professores e a lei concede-lhes o poder negocial, embora se perceba que o ME prefira outros interlocutores mais dóceis, como é o caso do conselho de escolas.
Recentemente o DN noticiou a aparição de uma proposta alternativa ao modelo de avaliação do desempenho dos professores, proposta essa que terá emergido de um grupo de trabalho da FENPROF e que seria tornada pública no dia 8 de Outubro, embora uma fuga de informação viesse a revelar parte da mesma, na rede, suscitando uma série de reacções mais ou menos extemporâneas.
Ora, estes factos permitem-me tecer alguns comentários a partir da seguinte premissa:
Se o governo do Sr. Pinto de Sousa é o actual adversário político dos professores, é possível inferir que o que convém ao governo não convirá, politicamente, aos professores.
Interessa ao governo:
1. Implementar o seu modelo de avaliação, a bem ou a mal, porque o que está em jogo não é penas a implementação de uma medida de política educativa mas um estilo de governação dominador que o governo construiu com a ajuda da comunicação social;
2. Acabar com a entropia nas escolas e tornar exequível o seu modelo apesar do mesmo denotar uma falência conceptual; ora, isto significa que será necessário [volto a lembrar, na perspectiva do governo] acabar com a forte resistência dos actores responsáveis pela sua implementação – primeiro foram seduzidos os responsáveis pelos órgãos de gestão e agora os titulares;
3. Legitimar o actual modelo por ausência de propostas alternativas;
4. Que os professores se digladiem em assuntos que fracturam a “classe”, como por exemplo, a divisão sindical mesclada com os movimentos pró-ordem, etc.; a fragmentação da classe é um convite à passividade e ao entorpecimento.
Em relação aos pontos 1 e 2 não irei ocupar muitas linhas porque há um elevado consenso, não só nas escolas como na comunicação social, acerca do qual ninguém fica indiferente: a estratégia de propaganda eleitoral do governo elegeu a educação como porta-estandarte e hoje só cairá nesta esparrela quem quer.
Quanto ao ponto 3, a ausência de propostas de avaliação alternativas permitiria ao governo afirmar que a sua proposta é a única que permite avaliar, de facto, o desempenho docente. A reedição do anterior modelo de avaliação não seria entendida pela opinião pública, na medida em que essa proposta fora capitalizada pelo governo como uma proposta de não avaliação.
Impõe-se, então, “inovar”.
Quanto ao ponto 4, e seguindo a mesma linha de raciocínio, coloco-me, desde logo, frontalmente contra a ideia daqueles que defendem que ao governo cabe a apresentação de propostas e que ao professorado cabe a sua aceitação. Defendo uma lógica de negociação de onde emirja uma postura pró-activa dos professores: devemos ser capazes de dizer o que queremos embora muitas vezes só consigamos dizer o que não queremos. Temos a obrigação, porque somos profissionais intelectuais, de formular propostas e desenhar caminhos profissionais consistentes a não ser que desejemos a proletarização da nossa função.
As notícias dizem que a FENPROF irá apresentar uma proposta de avaliação do desempenho. O Ramiro revela uma pretensa versão da proposta e decide construir vários posts para a desconstruir e criticar.
Antes de entrarmos na discussão pura e dura, caros colegas, não seria mais prudente delimitar o alvo da contestação e delinear uma estratégia de intervenção? Aceitam as minhas premissas?:
1. Qualquer proposta alternativa de avaliação do desempenho docente, venha ela de onde vier, da FENPROF, da FNE,… deve ser analisada e discutida nas escolas buscando O MAIOR CONSENSO POSSÍVEL antes de ser fechada e apresentada ao ME como A Proposta Alternativa [de Avaliação do Desempenho dos Professores] à proposta imposta pelo ME. Isto não significa que a blogosfera fique de fora da discussão, bem pelo contrário: A blogosfera pode e deve ampliar essa discussão.
2. Depois de conhecida a base de trabalho, há que procurar eliminar eventuais excrescências e determinar com clareza o que importa conservar na proposta, se houver algo a conservar obviamente. Será necessário ler todo o documento, conhecer todos os pressupostos, antes de se partir para uma rejeição absoluta da proposta ou, ao invés, de alinhar numa aceitação tácita e acrítica.
3. Criar desde já um estigma sobre algo que ainda poderá ser aproveitado e melhorado é abrir brechas na luta contra o adversário dos professores, o que seria, para o ME, ouro sobre azul!
Blogosfera solidária.
20/09/2008 at 4:34 PM | In Uncategorized | Leave a CommentO Henrique deixou-me um lembrete, de uma Campanha de Solidariedade com Cuba para responder às necessidades prementes de alguns bens essenciais decorrentes da devastação dos últimos furações que por lá passaram, que me apraz ajudar a divulgar:
“Amigos(as)
Aqui segue uma lista de instituições que se encontram a recolher os bens alimentares para ajuda ao povo cubano.
O primeiro avião com alimentos parte no dia 24 de Setembro, na próxima 4ª feira.
Ainda temos tempo para fazer chegar uma primeira ajuda a estes locais.
Depois deste outros se seguirão.
Toda a nossa disponibilidade solidária é importante!
Refiro os alimentos necessários:
- leite em pó
- massa
- arroz
- conservas
beijinhos a todos
Manuela Silva
locais de recolha de alimentos:
PORTOCOMCUBA
Rua Barão Forrester, 790
4050-272 Porto
Telefones: 962 539 884 / 966 316 201 / 938 460 221
Casa Sindical de Vila do Conde
Rua do Lidador, 46 – R/C – 4480-791 VILA DO CONDE – Telef. 252631478
Sindicato do Comércio, Escritórios – CESP (Delegação Porto)
Rua Fernandes Tomás, 626 – 4000-211 PORTO – Telef. 222073050
Delegação do CESP na Póvoa de Varzim
Rua da Junqueira, 2 – 4490-519 PÓVOA DE VARZIM – Telef. 252621687
CASA SINDICAL (TVC)
Av. da Boavista, 583 – 4100-127 PORTO – Telef. 226002377
Sindicato dos Professores do Norte
Rua D. Manuel II, 51-3.º – 4050-345 PORTO – Telef. 226070500
Sindicato da Construção e Madeiras
Rua de Santos Pousada, 611 – 4000-487 PORTO – Telef. 225390044
Casa Sindical de Santo Tirso
Rua Tomás Pelayo, – 4780-557 SANTO TIRSO – Telef. 252855470
União Local de Felgueiras
R. dos Bombeiros Voluntários, R/C – Esq.-T. – FELGUEIRAS – Telef. 252631478
Casa Sindical USP
Rua Padre António Vieira, 195 – 4300-031 PORTO – Telef. 225198600
Casa da Paz – (Secretariado permanente da Campanha)
Rua Rodrigo da Fonseca, 56 – 2º – Lisboa (perto do Marquês de Pombal)
Contactos
Telefones: 213 863 375 / 213 863 575
Fax: 213 863 221
Telemóveis: 962 022 207, 962 022 208, 966 342 254, 914 501 963Campanha de ajuda humanitária ao povo de Cuba.
Porto mobiliza-se para a ajuda ao povo de Cuba.A PORTOCOMCUBA, organização promotora da campanha de ajuda humanitária ao povo de Cuba lançada em Portugal na sequência da dramática devastação provocada pela passagem de dois furacões e uma tempestade tropical, apelou hoje em conferência de imprensa, à mobilização de todos os portugueses em torno do objectivo de, até dia 24 de Setembro, se reunir o maior número de embalagens de Leite em pó, massa, arroz e conservas para a ajuda imediata ao povo cubano.
A PORTOCOMCUBA reafirmou que sempre esteve e sempre estará solidária com o povo cubano nos momentos mais ou menos difíceis da sua história, e que assumirá a ajuda fraterna nesta circunstância de maior necessidade. Apelou ainda à compreensão geral da população em relação a estas necessidades imediatas do povo cubano.______________________
A União de Sindicatos do Porto também se solidarizou com a campanha de recolha de alimentos para as vítimas dos furacões em Cuba, levada a cabo pela Comissão PortoComCuba.”
Blog em WordPress.com. | Theme: Pool by Borja Fernandez.
Entries and comments feeds.
